A anatomia de uma Startup

O termo startup surgiu há algum tempo, mas se popularizou no Brasil com a chamada “bolha da internet”, em meados dos anos 2000. Essas empresas sugiram com uma proposta inovadora, estando no início das suas atividades com objetivo de inovação no mercado. São empresas jovens, que surgiram de maneira incremental ou disruptiva em busca de modelo de negócios viável, repetível, escalável e inovador. Mas esse conceito não é tão simples.

Altos lucros, poucos gastos

Esse modelo de negócio é cercado de incertezas, pois -não existe uma projeção, ou garantia, de sucesso do investimento. Não há como saber se o modelo de negócio é lucrativo ou mesmo se existem clientes para o produto. Isso torna as startups empreendimentos de alto risco, pois é muito mais seguro seguir a linha de negócio tradicional (uma lanchonete, por exemplo) do que começar uma startup. Este modelo de negócios também visa atingir um grande número de clientes, bem como geração de lucros, em pouco tempo, sem o aumento significativo dos custos. Resumidamente: uma startup consiste em fazer um trabalho que foge do comum e assegurar um bom lucro.

Nesse modelo os empreendedores estão sempre à procura de algo. Podemos usar como exemplo Facebook e Google, que a cada novo projeto retomam suas raízes de inovação. Prototipagem, tecnologia e inovação são pilares das startups. Elas são marcadas dentro do mercado pela sua atuação, e não pelo setor onde atuam ou o tamanho da empresa. Isso reforça a ideia de crescimento acelerado em receita, em contrapartida um aumento lento de gastos. O fato das startups se manterem enxutas aumenta suas margens de lucro a cada dia.

Trilhando um caminho desconhecido

Construir uma startup também significa andar com os próprios pés e arriscar-se a enfrentar o desconhecido. Autonomia e dedicação são necessárias para que se assuma um risco, bem como arcar com as consequências, caso ocorra um tropeço. É necessária uma construção de ideias que fogem muito de ideias tradicionais, de mercado seguro.

Toda essa insegurança não é exclusividade das startups que surgem de maneira mais discreta; grandes nomes também sentiram o peso dessa instabilidade quando decidiram partir para esse caminho. Para alcançar de fato o sucesso, a superação dos medos do empreendedor é necessária.

As fases de crescimento

Ser “repetível” é um modelo de negócio de startups que não exige muito trabalho de adaptação. Exemplos seriam os serviços de mobilidade através de aplicativos, onde não são necessárias adaptações para atender 100 ou 1000 clientes, basta aumentar a escala de atendimento.

Uma startup tende a começar de maneira pequena, geralmente inclui de dois a três fundadores. Além disso, há o planejamento com um tipo de produto piloto, denominado Mínimo produto Viável, (ou MVP, na sigla em inglês), a versão simples de um produto que pode ser lançada com a quantidade mínima de esforço e investimento. Para isso, são feitas várias pesquisas com clientes, até atingir de maneira justa a necessidade dos consumidores. Após esse processo, surge o crescimento acelerado, que pode contar com investimentos.

Se a startup estiver no mercado há algum tempo, e conseguir atingir um faturamento na casa de milhões de reais, recebe o nome de _”scale-up”_ que é o último estágio na vida desse tipo de negócio, o ápice.

 

Tudo isso se dá pela primeira fase, que é a descoberta, quando ainda existe a busca de um modelo de negócio. A segunda fase é a criação de um protótipo, mesmo que isso esteja apenas no campo das ideias. A terceira fase é a de operação, a startup já funciona registrada e está passível de contratações. A quarta fase é de tração, isso ocorre quando o modelo de negócio já está estabelecido e tem condições de fazer revestimentos dos lucros, apresentando rápido crescimento. A última fase é a _scale-up”_ que é quando a startup atinge um faturamento na casa dos milhões. Estas são as chamadas “versões maduras” das startups.

Para construir um negócio escalável de sucesso, é preciso muito trabalho e planejamento. Os passos para atingir esse objetivo são muitas vezes complexos e não se encaixam no perfil de todos os empreendedores. Além de muita coragem, este processo requer certo poder de investimento. O empreendimento também tem que ser planejado de modo a crescer em receita, mas continuar com baixos custos e sem que isso tenha influência no modelo de negócios.